Todos os táxons de escalão superior ao grupo da espécie consiste de uma palavra (uninominal) e com a inicial maiúscula ex: Isotomidae, nome de uma família de Collembola; Canis , nome genérico do cão.
1) Os
nomes específicos e de táxons acima devem ser redigidos em Latim ou
latinizados. ex: Canis familiares
2) Todo
animal deve ter, pelo menos, dois nomes, o primeiro é do gênero e o segundo da
espécie. Éo sistema binominal criado
por Linnaeus ex: Musca é nome do
gênero; domestica é o nome da
espécie.
3) O nome
do gênero deve ser redigido sempre com a primeira letra em maiúscula. ex: Felis cattus
4) O nome
da sp deve ser escrito com a inicial minúscula. Quando se utiliza nomes
próprios (nomes de pessoa ou de localidades) é indiferente usar - se inicial
maiúscula ou minúscula. ex: Pulex
irritans; Trypanosoma cruzi, T. Cruzi, Dicranocentrus
heloisae ; D. Heloisae
5) Quando
existe subespécie, o seu nome deve ser escritodepois do nome da espécie, e sempre com a inicial minúscula, mesmo
que seja nome de pessoa. ex:Rhea americanaamericana, Rhea americana darwin
6) Quando
existe sub – gênero, o seu nome deve ser escrito depois do nome do gênero,
entre parênteses e com a inicial maiúscula. ex: Anopheles (Nyssorhinchus) darlingi ,
7) O nome
dos animais deve ser grifado, sublinhado ou escrito com um tipo de letra
diferente do tipo de letra do texto. Não existe no Código nenhuma menção de
obrigatoriedade de sublinhar – se o nome genérico ou específico. Sugere –se que
seje destacado no texto em que
estiver contido. ex: Felis tigris, Felis tigris ou Felis
tigris. Tradicionalmente temos o hábito de sublinhar o nome científico,
convém chamar a atenção que devemos sim, éressalta – lo ao longo do texto.
8)
Deve-se usar sempre o primeiro nome com que um animal foi descrito, mesmo que
esteja errado. ex: Quando descobriu – seo anfioxo, este animal foi denominado de Branchiostoma lanceaolatum; porque pensou – se que as saliências em
torno de suaboca (stoma = boca) fossem
brânquias. Posteriormente, verificou – se que isto era falso, e mudou – se o
nome par Amphioxus . No entanto,
devido a Regra de Prioridade, somos obrigados a usar o termo Branchiostoma.
9) Em
trabalhos científicos, depois do nome do animal coloca – se o nome do autor que
o descreveu e data da publicação. Quaisquer outras indicações, tais como o
lugar e o ano em que o animal foi descrito, por exemplo, se forem
necessários devem ser colocados depois do nome do autor e do ano de
publicação, e entre parênteses. ex:Trypanosoma Cruzi C. Chagas (Lassance, MG1909); Musca
domestica Linnaeus (Estocolmo, Suécia1758); Dicranocentrusheloisae Arlé & Mendonça,1982 (Museu Nacional, Rio de Janeiro, 1972).
10) Se um
taxon do grupo da sp foi descrito num dado gênero e depois transferido para
outro, o nome do autor do nome do grupo das espécies, se for citado , deve ser
colocado entre parênteses . ex: Ctenocyrtinus
prodigus foi descrito em 1959 por Roger Hypolite Arlé . Em 2000, Bellinger
publicou a nova posição taxonômica desta espécie como: Seira prodigus (Arlé) Bellinger, 2000.Taenia
diminuta Rudolphi, quando foi transferido para o gênero Hymenolepsis , é citado como Hymenolepsis diminuta (Rudolphi).
11) Para designar-se super – famílias usamos a terminação OIDEA, a famíliaé reconhecida pela terminação IDAE; a sub – família pela terminação INAE. Para designar-se a tribo utilizamos a terminação INIagregada no término do nome, ex: O verme causador do amarelão é da super – família Strongyloidea, o homem é da família Hominidae; o mosquito – prego é dasub – família Anophelinae, Entomobyini é uma tribo de colêmbolos.
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Texto: Prof. Ricardo Cabral
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